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GENEBRA – Mais de 1 bilhão de jovens no mundo corre o risco de desenvolver problemas auditivos diante de uma exposição prolongada e excessiva a sons em volume alto, principalmente por meio de fones de ouvido. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, nesta semana, publica novos padrões para a produção de produtos tecnológicos que, segundo a entidade, estão contribuindo para a atual situação. A estimativa é de que o risco atinge 50% da população entre 12 e 35 anos de idade.

Em um projeto que colocou lado à lado a OMS e a União Internacional de Telecomunicações, especialistas do setor de saúde e de tecnologia estabeleceram parâmetros a serem seguidos pela indústria, incluindo a de celulares.

 

Hoje, cerca de 5% da população mundial, cerca de 466 milhões de pessoas, tem problemas auditivos, com um custo anual para a economia global de US$ 750 bilhões. Até 2050, a estimativa é de que esse número supere a marca de 900 milhões de pessoas.

Na avaliação da OMS, porém, chegou o momento de que padrões sejam adotados. A recomendação é para que as empresas passem a colocar opções de limite automático de volume nos aparelhos.

Uma espécie de crédito de som seria criado por semana e, caso o usuário atinja 100%, haveria algum tipo de bloqueio na capacidade de elevar o som.

Em um primeiro momento, uma mensagem apareceria ao usuário para que reduza o som. Caso a mensagem seja ignorada, o volume seria congelado automaticamente em um patamar considerado como adequado.

Fones de ouvido

O celular do designer Yago Lucri de Santana, de 21 anos, até mostra quando o volume está acima do adequado, mas não costuma se importar com a informação. “Ignoro. Aperto o ‘ok’ e aumento o volume.”

Ele conta que a primeira coisa que faz ao acordar é colocar o fone de ouvido, que o acompanha no trajeto até o trabalho e durante o expediente. “Não gosto do barulho ambiente. O fone tranquiliza e gosto muito de ouvir música.”

Ele conta que, por estar sempre com o fone de ouvido, os colegas de trabalho precisam tocar nele para chamar sua atenção. Em casa, não é diferente. “Moro com a minha mãe e minha irmã. Elas se incomodavam bastante, mas acabaram se acostumando. Antes, minha mãe gritava para falar comigo. Agora, ela vai até o meu quarto.”

Santana começou a fazer o uso frequente do equipamento em 2017, quando utilizava um modelo intra-auricular. Incomodado, trocou por um modelo de concha há cerca de um ano. “Doía o ouvido, porque machuca muito depois de um tempo de uso.”

O novo padrão também recomenda o controle parental sobre aparelhos utilizados por menores. “É recomendado que os aparelhos ofereçam uma opção em que o nível máximo de som possa ser fixado e bloqueado já ao estabelecer os dados do usuário, inclusive por meio de um código secreto”, indicou a OMS.

“Isso permitiria que os pais possam estabelecer o limite máximo de som que um aparelho pode gerar para uma criança e que esse menor não o possa modificar”, completou.

 

A outra recomendação é para que os aparelhos possam medir, por meio de softwares, a exposição do usuário ao som e que possam calcular o percentual do dia diante desse risco. “Os aparelhos pessoais de som devem incluir um software que monitore o nível e duração da exposição do usuário ao som”, explicou a OMS.

O usuário então poderia selecionar duas opções para que o aparelho indique quais são os usos “seguros” do nível de música. Para adultos, se o nível de som ficar abaixo dos 80 decibéis, é possível ouvir música em segurança por até 40 horas por semana. Qualquer nível acima dessas taxas seria alvo de um alerta e mesmo de uma interrupção do uso do som nos aparelhos.

A segunda opção seria o uso desses aparelhos por menores. O mesmo controle ocorreria, mas com um índice de 75 decibéis. De acordo com os padrões, se uma criança ouvir música acima de 100 decibéis, qualquer duração acima de 6 minutos por semana já seria perigoso para sua audição.

Ao utilizar fones de ouvido, o ideal é que o volume seja ajustado em menos de 60% do máximo que pode ser alcançado. O equipamento deve estar ajustado e, se possível, ter cancelamento de ruído, como os fones que cobrem toda a orelha do usuário.

“Hoje, não temos exatamente como saber se estamos ouvindo a música num volume adequado ou não. É como dirigir um carro em uma estrada sem os ponteiros de velocidade nos carros”, disse Shelly Chadha, especialista da OMS. “O que estamos recomendando é construir um ponteiro de velocidade para esse som.”

Segundo ela, são os governos que precisam estabelecer os padrões e, assim, exigir que os produtos possam seguir as recomendações. Na Europa, alguns países já adotam exigências de que colocar cores nos volumes de celulares, mostrando em vermelho um eventual excesso. Mas isso, na avaliação da OMS, não seria suficiente.

“Dado que temos o ‘know-how’ tecnológico para impedir a perda auditiva, não podemos simplesmente permitir que crianças sofram com isso ao escutar música”, disse Tedros Ghebreyesus, diretor-executivo da OMS. “Eles precisam entender que, uma vez perdida a audição, ela não retorna”, alertou.

Ao usar o fone de ouvido na rua ou no transporte público, o usuário não tem o impacto do volume alto, pois vai aumentando gradualmente. Assim, a lesão ocorre sem que a pessoa sinta os danos.

“Em ambientes comuns, como o ônibus, o nível de ruído já está no limite, que é de 80 decibéis. A pessoa aumenta o volume por causa do barulho e coloca acima dos limites”, explica o médico otorrinolaringologista Luiz Fernando Manzoni Lorençone, membro titular da Associação  Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

De acordo com ele, um dos primeiros sinais de que a audição não vai bem é a dificuldade  compreensão. “A pessoa sabe que a outra está falando, mas não consegue entender. Ela entende fonemas parecidos ou confunde (palavras). Isso, principalmente para os jovens, cria bullying.”

Dano irreversível

Segundo o médico otorrinolaringologista Jamal Azzam, o ouvido tem um sistema de controle que permite neutralizar sons intensos. “Mas ele não consegue cortar sons de 100, 120 decibéis. Quando é muito intenso, danifica as células auditivas. Quando o paciente percebe a perda auditiva, é porque ela já evoluiu. É importante saber que todas essas lesões são irreversíveis.”

O ideal seria fazer o uso de modelos que cobrem toda a orelha e com cancelamento de ruídos externos. “Geralmente, as pessoas usam fones de inserção, que nunca vedam totalmente o canal auditivo. Isso vai somar o nível de intensidade sonora do ambiente com o do fone de ouvido.”

Manter o volume baixo e fazer intervalos são orientações da fonoaudióloga Ana Lúcia Durán, da clínica Zambotti e Durán. “A exposição a ruídos já é uma das causas comprovadas de perda de audição. As pessoas não podem usar fone por tempo prolongado. Já existe um processo natural de envelhecimento e, com o tempo, a pessoa vai perdendo determinadas células e perdendo audição.”

Ela diz que a faixa dos 12 aos 20 anos costuma fazer o uso mais inconsciente do equipamento, pois, além da música, esses jovens usam os fones de ouvido em jogos.

 

Fonte : https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,audicao-de-mais-de-1-bilhao-de-jovens-esta-ameacada-alerta-oms,70002717820

Você tem curiosidade de saber mais sobre como funciona um aparelho auditivo? Aqui vai encontrar o conteúdo que suprirá suas várias curiosidades sobre esse equipamento tão importante.

Aparelho auditivo

O aparelho auditivo é um dispositivo eletrônico que tem a essencial função de amplificar as ondas sonoras, de forma que uma pessoa com perda de audição possa ouvir os sons que se passam no ambiente. Esse aparelho tem três partes simples, uma delas é o microfone, a outra um amplificador e, por último, o receptor.

Como funciona?

O aparelho capta o som por meio do microfone, que converte as ondas sonoras em sinais elétricos e os manda diretamente a um amplificador. Nessa etapa, o amplificador aumenta a potência dos sinais e os enviam para o ouvido através do receptor. Esse aparelho tem como objetivo ajudar pessoas com uma perda auditiva a perceber sons.

Avanço do aparelho auditivo

Os ruídos de fundo sempre foram um dos maiores problemas das pessoas que usam o aparelho. No entanto, graças ao desenvolvimento gradativo da tecnologia atual, é possível encontrar aparelhos auditivos pequeninos que podem até ser encaixados no fundo do canal auditivo, sem danificar a reprodução sonora, que fica bem precisa e reduz os ruídos, realçando os sons. Todo este processo realiza-se automaticamente dentro do aparelho auditivo sem que o usuário perceba.

Tipos de aparelho

Existem diversos modelos que variam no tamanho e no tipo de cada amplificação. Os preferidos da maioria, por questões estéticas, são os intracanais e retroauriculares, entretanto não funcionam bem para todo tipo de perda auditiva. O que varia é a porção da orelha onde são encaixados, o tamanho e o molde. Cada modelo de aparelho auditivo é indicado para um tipo de perda. Saiba que a porção do aparelho que fica dentro do chamado meato acústico externo é feita sob medida.

Como o cérebro ouve

O som enviado pelo aparelho, da mesma forma daquele que o ouvido recebe normalmente, é recebido pela cóclea,que fica no ouvido interno. Depois é passado ao nervo acústico do cérebro.

Recomendação para crianças

É essencial que crianças que foram diagnosticadas com perda de audição comecem a utilizar o aparelho rapidamente. Caso contrário, podem ter problemas decorrentes da perda de audição, como o comprometimento no desenvolvimento intelectual, psicológico, motor e na linguagem.

Gostou de saber mais sobre como funciona o aparelho auditivo? Então compartilhe!

 

Fonte  https://www.iped.com.br/materias/fonoaudiologia/funciona-aparelho-auditivo.html

O aparelho auditivo, também chamado de prótese auditiva acústica, é um pequeno dispositivo que deve ser colocado diretamente no ouvido para ajudar a ampliar o volume dos sons, facilitando a audição de pessoas que tiveram perda desta função, de qualquer idade, sendo muito comum em idosos que perdem a capacidade auditiva por causa do envelhecimento.

Existem diversos tipos de aparelho, de uso interno ou externo à orelha, compostos por microfone, amplificador de som e auto-falante, o que aumenta o som para chegar ao ouvido. Para o seu uso, é necessário ir no otorrinolaringologista e fazer exames de audição, como audiograma, para saber qual o grau de surdez, que pode ser leve ou profunda, e escolher o dispositivo mais adequado.

Além disso, existem vários modelos e marcas, como Widex, Siemens, Phonak e Oticon, por exemplo, além de vários formatos e tamanhos, e possibilidade de usar em um ouvido ou nos dois.

 

Preço do aparelho auditivo

O preço do aparelho auditivo dependendo do tipo e marca de dispositivo, podendo variar entre 2 mil e 12 mil reais.

No entanto, em alguns estados do Brasil, o paciente com dificuldade auditiva pode pode ter acesso a um aparelho auditivo gratuitamente, através do SUS, após indicação do médico.

Quando é necessário usar

Os aparelhos auditivos são indicados pelo otorrinolaringologista para casos de surdez por desgaste do sistema auditivo, ou quando há alguma situação ou doença que provoca dificuldade para a chegada de som no ouvido interno, como:

  • Sequelas de otite crônica;
  • Alteração das estruturas do ouvido, por um traumatismo ou por uma doença, como a otosclerose;
  • Danificação das células do ouvido por excesso de ruídos, por trabalho ou ouvir música muito alta;
  • Presbiacusia, em que acontece degeneração das células do ouvido devido ao envelhecimento;
  • Tumor no ouvido.

Quando há qualquer tipo de perda da audição, deve-se passar pela avaliação do otorrinolaringologista, que irá avaliar o tipo de surdez e confirmar se há necessidade de uso do aparelho auditivo ou se será necessário algum medicamento ou realização de alguma cirurgia para tratamento. Em seguida, o fonoaudiólogo será o profissional responsável por indicar o tipo de aparelho, além de adaptar e acompanhar o aparelho auditivo para o usuário

 

Tipos de aparelho e como funcionam

Existem diferentes tipos e modelos de aparelho auditivo, que devem ser orientados pelo médico e fonoaudiólogo. Os principais são:

  • Retroauricular, ou BTE: é o mais comum, usado encaixado na parte superior externa da orelha, e ligado ao ouvido por um fino tubo que conduz o som. Possui controles internos de programação, como regulação de volume, e compartimento de pilha;
  • Intracanal, ou ITE: é de uso interno, sendo fixado dentro do canal auditivo, fabricado especificamente para a pessoa que vai usar, após realização de um molde do ouvido. Pode ter controle interno ou externo com botão de volume e programação para controle da função, e compartimento de pilha;
  • Intracanal profundo, ou RITE: é o menor modelo, com tecnologia digital, de uso interno, pois se encaixa totalmente dentro do canal auditivo, sendo praticamente invisível quando colocado. Se adapta muito bem para pessoas com perda de audição leve a moderada.

 

 

Os aparelhos internos têm um custo mais elevado, entretanto, a escolha entre estes modelos é feita de acordo com as necessidades de cada pessoa. Para o seu uso, é indicado fazer um treinamento de reabilitação auditiva com o fonoaudiólogo, para permitir uma melhor adaptação e, além disso, o médico pode indicar um período de teste domiciliar para saber se há ou não adaptação.

 

 

Fonte : https://www.tuasaude.com/aparelho-auditivo/

 

A primeira coisa que é necessário tem em mente, quando se usa (ou se convive com quem usa) o implante coclear, é que implantados não são ouvintes. Não porque não seja possível ouvir e escutar muito bem com o IC, mas porque a surdez é e sempre será parte da nossa vida.

Mas, mais do que ouvir, quando se utiliza a audição, seja através de aparelhos auditivos ou implante coclear, é importante conseguir compreender, discriminar, escutar aquilo que se ouve. E, salvo casos em que a pessoa coloca o IC e já saiu ouvindo maravilhosamente (bem raro, mas acontece), para a maioria dos casos, em que o implante requer um período de adaptação, é preciso observar como nosso cérebro dá formas mentais àquilo que ouve. Ouvir o latido de cachorro e e processar mentalmente que aquele som está relacionado aquele determinado animal. Ouvir uma lata de refrigerante sendo aberta e pensar “oba, refri!”.

E, como não é exatamente um processo natural, pois é feito através de uma tecnologia que reproduz artificialmente um estímulo, é necessário a ajuda da fonoterapia para conseguir, com o implante, fazer o caminho natural do som, dentro da cabeça. E esse, é um processo que pode ser mais rápido para algumas pessoas e mais lento para outras, tudo depende da capacidade de cada pessoa se adaptar ao implante, formar um arquivo mental de memória auditiva, mas também de estar recebendo uma boa qualidade de sons através do implante coclear.

Contando um pouco da minha história, antes de operar do IC, nunca fui de levar a fonoterapia a sério. Até porque eu não utilizava aparelho auditivo e tudo era voltado para  voz e para a atenção à leitura labial.

Após a cirurgia, esse comportamento mudou. O IC parecia o estímulo que faltava para levar as sessões de fonoaudiologia a sério, dando lugar aos exercícios tão necessários a um deficiente auditivo que reaprende a ouvir.

Lembro de um exercício, logo que ativei o IC, em que a fonoaudióloga me mostrou 6 figuras e falava o nome de uma delas, sem que eu pudesse visualizar os lábios (ou seja, sem o apelo visual do qual dependi por mais de 20 anos). A princípio, o exercício era simples, porque bastava prestar atenção na extensão da palavra. Não há como confundir FLOR com TELEFONE, pelo tempo que a sonorização dura, pouco importando se compreendo ou não cada som por si.

Depois, foi a vez de escutar palavras com o mesmo tempo de som, todas dissílabas. Carro, casa, bola. Qualquer criança ouvinte consegue diferenciar essas palavras com facilidade, mas pra mim, ela soavam iguais, simplesmente porque a presença e ausência de som era similar. Tal como se o som se limitasse a preto e branco e eu só pudesse enxergar luz e sombra.

Mas, com o passar dos dias, os sons começavam a tomar forma. Não da primeira vez que eu ouvi, mas na terceira, quarta tentativa, a palavra BO-LA começava a ter um formato específico e  – ainda que com um demorado tempo de resposta –  a fazer meu cérebro perceber que trata-se de um objeto específico: a bola.

Não queria demonstrar emoção demais, porque não queria que a fono parasse a terapia para comemorar comigo, mas compreender (sem chutar) a palavra “bola”, fazer uma imagem mental dela conforme ouvia: bo-la (e não apenas tentar enxergar a palavra em si) representava um passo enorme nesse caminho. Era a primeira vez que o som da voz passava a ser significativo, passava a formar uma imagem mental espontâneamente no meu córtex cerebral.

E, junto com a bola, surgiu a esperança de poder compreender a voz, sem o auxílio da leitura labial, algum dia.

O tempo passou, os treinos simples foram dando lugar a outros exercícios mais elaborados. De palavras mudamos para sentenças, para conversas via telefone, para compreensão de outros idiomas.

Meu resultado, diferente de algumas pessoas que tem compreensão imediata, dependeu de diversos fatores. Mas entre os principais deles, acredito, foi um bom acompanhamento de fonoaudiologia. Não é a toa que eu bato tanto nessa tecla de que todo implantado deve ter em mente que fazer sessões de fonoaudiologia são fundamentais. Para alguém que hoje consegue atender o telefone, ouvir música, entender em outros idiomas, foi necessário criar a memória auditiva para cada um dos sons que compõem o processo de discriminação auditiva. E tudo isso só foi possível através de muito treino, muito empenho e muitas sessões de fonoterapia. Fonoaudiólogas são essenciais para o sucesso do implante coclear!

 

Fonte : https://desculpenaoouvi.com.br/reconstruindo-a-memoria-auditiva/

A cada mil bebês nascidos, de 1 a 6 apresentam algum tipo de deficiência na audição. A estatística tem respaldo em uma série de estudos epidemiológicos realizados nos quatro cantos do planeta. Desde que flagradas e tratadas em estágio inicial, até os seis meses de vida, essas alterações não são sentença de prejuízos sociais e cognitivos. Mas, “um diagnóstico tardio – por volta dos 3 ou 4 anos – pode acarretar perdas significativas nas etapas de aquisição da linguagem”, alerta o otorrinolaringologista Mario Munhoz, da Universidade Federal de São Paulo.

 

É argumento mais do que suficiente para justificar a triagem neonatal e garantir, aos pequenos, as intervenções necessárias para um aprendizado bem semelhante ao de uma criança sem nenhuma disfunção. Obrigatório e gratuito nos hospitais e maternidades públicos desde 2010, o teste da orelhinha é, normalmente, aplicado em recém-nascidos já no segundo ou terceiro dia de vida. Conversamos com especialistas renomados para esclarecer as questões mais relevantes sobre o exame. Assim, você se tranquiliza em relação ao procedimento e se convence, de vez, da importância de exigir que ele seja realizado na instituição de saúde.

Como é feito o teste?
Uma espécie de fone de ouvido é colocado na orelhinha do bebê. Em seguida, são emitidos estímulos sonoros, enquanto um aparelho registra a resposta auditiva, proveniente da contração e distensão das células cocleares, as responsáveis por captar os sons. O processo dura, apenas, de 3 a 5 minutos, e não provoca desconforto ao pequeno. A prova disso é que pode ser aplicado enquanto ele dorme.

Que problemas podem ser flagrados com o exame?
Ele acusa eventuais anormalidades na cóclea, região do ouvido repleta de células ciliadas, cuja função é captar ondas sonoras. Uma vez danificadas, estas unidades não são repostas pelo organismo.

Quem são os profissionais habilitados a aplicar o teste da orelhinha?
Médicos e fonouadiólogos.

Qual o prazo ideal para que o teste seja realizado?
É recomendado que a criança seja submetida à avaliação antes do primeiro trimestre de vida, para que comece a ser estimulada, se necessário, assim que completar o sexto mês. Mas, não convém ultrapassar 28 dias, contando a partir do nascimento, porque o bebê começa a diminuir seus períodos de sono e tem a atividade motora aumentada, o que interfere na execução do exame. O conselho dos especialistas é exigir que ele seja feito antes da alta hospitalar.

O resultado é preciso?
A cada 100 testes realizados, cerca de 98% apresentarão resultado positivo, ou seja, indicarão que a criança dispõe de uma audição perfeita. Aproximadamente 2% acusarão negativo, o que não significa, necessariamente, que o pequeno tenha algum déficit. Ocorre que o tamanho reduzido das estruturas auditivas e o acúmulo de secreções no pós-parto podem fazer soar um alarme falso. Nesse caso, não há motivo para sofrer por antecipação. Basta repetir o procedimento após um mês. Se, novamente, o resultado for negativo, aí sim é preciso submeter a criança a um teste mais preciso, o BERA, que registra a atividade elétrica no sistema auditivo, em todo o percurso entre a orelha e o cérebro. Se o BERA também apontar problemas, aí, sim, existe indicação de partir para um tratamento específico.

E quais seriam os recursos mais eficazes?
A estimulação fonouadiológica precoce, já a partir do sexto mês de vida, e o uso de aparelho auditivo, quando prescrito, possibilitam um bom desenvolvimento cognitivo infantil. Se problemas neurológicos forem os culpados por não deixar o pequeno escutar, implantes cocleares podem ser considerados pelo médico.

Existe um grupo de maior risco para perdas auditivas?
Sim. É preciso redobrar a atenção com recém-nascidos que se enquadrem nas seguintes condições: tamanho muito pequeno para a idade gestacional; lesões neurológicas; síndromes congênitas; meningite; infecções como rubéola, citomegalovírus e sífilis; tumores; prematuridade; uso de antibióticos ototóxicos pela mãe, principalmente no primeiro trimestre de gestação; e complicações no parto que comprometam a oxigenação do bebê.

 

Fonte : https://bebe.abril.com.br/saude/a-importancia-do-teste-da-orelhinha-em-recem-nascidos/

Já não é de hoje que se sabe que a perda auditiva não afeta somente o sistema auditivo. A dificuldade em ouvir prejudica o convívio social e pode ser a causa de doenças como, por exemplo, a depressão.

Contudo, além de afetar psicologicamente os pacientes, a perda auditiva pode estar relacionada ao desenvolvimento de fadiga severa e à baixa disposição física.

 

 

Essa constatação foi feita a partir de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Audição e Ciência da Fala, da Universidade Vanderbilt Bill Wilkerson nos Estados Unidos. No estudo foram analisados os resultados de 149 pesquisas dos participantes com a idade média de 66 anos, os quais foram consultados acerca de suas dificuldades auditivas.

É importante notar que esses sintomas de cansaço acima do normal foram notados em pacientes com perda auditiva que não faziam uso de aparelhos auditivos. Mostrando uma relação clara entre a deficiência na audição e o cansaço físico.

Umas das revelações obtidas com o estudo foi a de que adultos que procuram ajuda para dificuldades auditivas são mais propensos a relatar baixo vigor e uma escala menor de aumento de cansaço, comparado com a população em geral. A fadiga severa, na verdade, foi o duas vezes mais elevada no grupo de pacientes analisado.

Além disso, o aumento de risco de fadiga severa e problemas de disposição parecem não estar relacionados com o nível de perda auditiva. De modo geral, isso pode significar que a perda auditiva leve pode causar as mesmas sensações de baixa disposição que a perda auditiva severa causaria.

Ainda, segundo o estudo, as consequências psicológicas negativas da perda auditiva estão fortemente associadas com avaliações subjetivas de fadiga, em todos os domínios e disposição. Tal conclusão vem como forma de comprovação das sensações sentidas pelos próprios pacientes com perda auditiva.

Contudo, inúmeros estudos e diversas pesquisas feitas pelos maiores centros médicos do mundo têm revelado que a utilização de aparelhos auditivos é capaz de melhorar a qualidade de vida da maioria dos usuários de maneira significativa. Reduzindo drasticamente os impactos negativos de deficiência auditiva.

O estudo revelou que usuários de aparelho auditivo desfrutam melhor de sua saúde que os não usuários. Pessoas que usam aparelho auditivo afirmam também que se sentem menos cansadas e exaustas. Os maiores efeitos positivos causados pelo uso de aparelho auditivo estão relacionados à vida social dos usuários, ao participarem em atividades de grupo, e nas relações familiares.

 

Fonte : http://www.aparelhoauditivo.com/fadiga-perda-auditiva/